domingo, 26 de agosto de 2012

Revisão Comentada da Primeira Prova


Olá turma!
Segue o gabarito comentado da primeira prova para ajudar vocês a lembrarem de conceitos importantes e guiarem o estudo para a prova de recuperação.

Parte 1 - Questões objetivas.
1- C.
Era necessário lembrar que o fitoplâncton é composto por organismos fotossintetizantes (cianobactérias e microalgas) que ocupam o nível trófico de produtores primários na cadeia alimentar. Esse nível trófico é fundamental pois constitui a base de toda a cadeia alimentar, todos os demais organismos consumidores dependem deste, seja por se alimentar diretamente do fitoplâncton ou se alimentar de outro organismo que por sua vez consome o fitoplânton. Se esse nível trófico fosse extinto todo o ecossistema sofreria grande impacto.
2 - B.
Apesar de comentar sobre como a capivara contribuia no ecossitema, a cadeia alimentar formada na questão era: Algas --> peixes --> humano. Portanto as algas ocupam o nível trófico de produtores primários.
3 - C
A relação ecológica estabelecida entre bactérias que produzem enzimas que degradam a celulose e animais ruminantes é positiva e se chama mutualismo porque ambos os organismos são beneficiados e dependem um do outro para sobreviver.
4 - E.
As afirmativas corretas eram I e III. A II não estava correta porque não exitem bactérias não fixam Carbono e sim Nitrogênio. As bactérias participam dos ciclos do carbono e do oxigênio quando na atividade decompositora consomem oxigênio e liberam carbono para a atmosfera.
5 -
      Produtores primários (1): microalgas e cianobactérias
      Consumidores (2): protozoários
      Decompositores (3): bactérias e fungos

Parte 2 - Questões discursivas.


1)  (UNESP) Uma ilha situada a 20 km de distância do continente, após a explosão de um vulcão, foi coberta por uma camada espessa de cinza quente e nenhuma planta ou animal sobreviveu. Alguns anos após, observou-se a presença de liquens seguidos de outras plantas. Posteriormente, foi possível verificar também a presença de pequenos animais e, tempos mais tarde, a presença de animais de maior porte. Após várias décadas, a ilha estava coberta por uma floresta jovem, mas densa. Todas essas modificações foram o resultado de um longo processo de sucessão ecológica.
a) Qual importância dos organismos pioneiros na colonização desses ambientes?
b) Por que, no processo de reorganização das comunidades na ilha, os organismos heterótrofos não poderiam ter sido os pioneiros?

Para responder essa questão você teria que ter em mente que os organismos pioneiros, como o próprio nome já sugere, são os primeiros a habitarem lugares com condições inóspitas. Eles sempre iniciam a colonização de um determinado lugar como uma rocha nua, uma lagoa recém formada, um campo limpo... enfim, um ambiente até então desabitado ou que tenha sofrido alguma catástrofe em que todas as formas de vida existentes ali tenham sido exterminadas.
A importância dos organismos pioneiros está baseada na condição de serem produtores primários, ou seja, conseguem produzir seu próprio alimento através da fotossíntese e assim não exigem do ambiente grande quantidade de recursos além de umidade e sais minerais. Ao colonizarem uma área, os organismos pioneiros acumulam matéria orgânica no local que ajuda na formação de solo, no caso de rochas nuas, por exemplo, permitindo que mais espécies possam encontrar os recursos necessários para sobreviver ali, além de também servirem de alimento para outras espécies, os consumidores. Dessa forma organismos heterótrofos nunca ocupam a posição de pioneiros, pois necessitariam que o ambiente dispusesse de recursos alimentares já que não realizam fotossíntese.

2) Nas praças públicas de Rio Grande, comumente se observa lagos com águas escuras e esverdeadas, o que caracteriza o processo chamado de eutrofização. Sabe-se que muitas aves abrigam-se nas árvores próximas a esses lagos, depositando grande quantidade de matéria orgânica através de suas fezes.
a) Como esse excesso de matéria orgânica está relacionado com a aparência esverdeada da água?
b) Poucos peixes conseguem sobreviver nesses lagos. Justifique

Essa questão foi bastante discutida em aula. A eutrofização é um fenômeno que ocorre com frequência em águas onde há constante adição de matéria orgânica, pois esta em excesso provoca a proliferação descontrolada de microalgas. Em grande quantidade nos lagos, as microalgas conferem coloração esverdeada a água, mas o problema não acaba por aqui. Quando essa grande quantidade de microalgas morre (seja porque possuem um ciclo de vida curto ou por ocasião da grande competição pelas áreas onde possam ficar expostas a presença da luz solar, já que necessitam realizar fotossíntese), a consequente atividade decompositora por fungos e bactérias consome o oxigênio da água, o que pode resultar em morte dos organismos aeróbios como os peixes.

3) Certos agricultores costumam plantar alternadamente culturas de plantas não-leguminosas e leguminosas com o objetivo de melhorar a fertilidade do solo. Por exemplo, após cultivarem milho em uma região, optam por plantar feijão.
a) Por que as plantas leguminosas são importantes para a fertilização do solo?
b) Qual ciclo biogeoquímico está envolvido nesse processo?

Essa questão exigia um pouco de conhecimento do ciclo biogeoquímico do Nitrogênio. Plantas leguminosas estabelecem uma relação ecológica muito importante com bactérias fixadoras de nitrogênio que vivem em suas raízes formando nódulos. Essa relação se chama mutualismo, já que tanto a planta como as bactérias são beneficiadas e ambas não poderiam sobreviver separadamente. Apesar de nossa atmosfera ser composta por quase 71% de gás nitrogênio na forma molecular (N2) e esse elemento ser tão necessário na composição de proteínas e DNA de todos os seres vivos, nem as plantas nem os animais consegue utilizá-lo nessa forma retirando-o diretamente do ar através da respiração. Sendo assim as bactérias associadas às raízes das leguminosas conseguem capturar o nitrogênio do ar e fixá-lo, ou seja, disponibilizá-lo para a planta ou transformá-lo em amônia, depositando-a no solo, onde outras bactérias a transformarão em nitrato que pode ser absorvido por outras plantas. Um solo rico em nitrato é um solo muito fértil, dessa forma em lavouras onde se pratica a alternância de culturas com plantas leguminosas como o feijão, a soja ou outra, não é necessário utilizar tanto a adubação química.
É importante lembrar que os animais obtém nitrogênio se alimentando de plantas ou de outros animais que por sua vez se alimentam de plantas.






quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A importância dos microrganismos na nossa vida

Como vocês podem observar nos vídeos, os microrganismos são muito importantes para o ser humano, sendo utilizados em vários processos de produção de alimentos, de medicamentos e também na biotecnologia. Além disso, estão presentes e envolvidos em coisas simples do nosso cotidiano, como por exemplo, no nosso iogurte, quando nossa mãe faz um pão utilizando fermento biológico e até mesmo, quando nos deparamos com frutas cheias de bolores Que tal aprender um pouco mais sobre isso?
O vídeo abaixo relata fatos importantes e interessantes, bem como, algumas utilizações e importâncias das bactérias.
 


Os dois vídeos que seguem, nos mostram a diversidade de fungos, as principais caracteríticas desses organismos, assim como a importância desses organismos no nosso dia-a-dia.


Bom estudo a todos!!!

domingo, 29 de julho de 2012

Atividade Extra


Olá pessoal da 301 e 305,
        Seguem as  questões extras do conteúdo de Ciclos Biogeoquímicos. Conforme combinamos, elas podem ser avaliadas em até 1 ponto extra, portanto caprichem na qualidade das respostas! E não vale Ctrl c Ctrl v da internet ou dos colegas, ok! Vocês têm até o dia da prova para postar as respostas em forma de comentário. Não se esqueçam de identificar com nome ou número da chamada e a turma.
Bom trabalho!
Profªs: Letiele Jardim e Caroline Gibbon

1. Como o ciclo do carbono está relacionado ao efeito estufa? E ao aquecimento global?
2. Qual a importância da camada de ozônio? Como ela tem sido degradada ao longo das últimas décadas e quais prejuízos isso causa aos seres vivos?

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Os ciclos biogeoquímicos


Os Ciclos Biogeoquímicos do Carbono, Oxigênio e Nitrogênio
    
1. Ciclo do Carbono (C):

                O elemento carbono é o principal constituinte de tudo o que é orgânico. Ele é encontrado na atmosfera na forma de gás carbônico (CO2) representando apenas 0,35% do total dos gases.
     Seres vivos autotróficos absorvem o gás carbônico diretamente da atmosfera no processo da fotossíntese onde o carbono é utilizado na composição dos açúcares produzidos por esses seres. Dessa forma o carbono é incorporado nos tecidos estruturais dos seres vivos e também passa a circular pela cadeia alimentar. Sua volta ao ambiente se dá novamente na forma de CO2 por meio da respiração de praticamente todos os seres vivos (microrganismos, animais e vegetais), da decomposição de seus corpos após a morte e da combustão da matéria orgânica. 


2.      Ciclo do Oxigênio (O):
         
              O oxigênio pode ser encontrado na atmosfera de várias formas. Seja na forma de oxigênio molecular (O2) ou em composição com outros elementos como o CO2, a H2O, por exemplo. É o elemento mais abundante na crosta terrestre e nos oceanos e o segundo mais abundante na atmosfera representando quase 21% da composição do ar. O ciclo do oxigênio está estreitamente relacionado ao do carbono, já que é produzido pelos seres vivos autotróficos durante a fotossíntese, conforme segue a reação. 

                                                                                Luz
                                                         6H2O + 6CO2 –> 6O2 + C6H12O6
                                                                           Clorofila

           O principal meio de consumo do oxigênio é por meio da respiração dos seres vivos, onde moléculas de glicose são quebradas para gerar energia e do qual resultam o CO2 e água. A combustão e a decomposição da matéria orgânica morta também são responsáveis por consumir o oxigênio.
           Na estratosfera (camada da atmosfera entre 10km e 45km de altura), parte do gás oxigênio (O2) é transformada em ozônio (O3) pelos raios ultravioleta. Essas duas reações (O2 <---> O3) permitem que se mantenha na estratosfera uma camada de ozônio em equilíbrio, que funciona como um filtro protetor, retendo cerca de 80 % de toda a radiação ultravioleta que é nociva aos seres vivos.

3.      Ciclo do Nitrogênio (N):

Apesar de 78% da atmosfera ser constituída de gás nitrogênio, a maioria dos seres vivos não pode utilizá-lo diretamente nessa forma. Os vegetais só conseguem utilizá-lo na forma de nitrato, absorvendo-o do solo. Os animais aproveitam o nitrogênio na forma de aminoácidos, constituinte estrutural de todas as proteínas, se alimentando de outros animais ou vegetais.
Para absorção do nitrogênio pelos vegetais, é necessário que antes ocorra a fixação do nitrogênio do ar no solo. Existem bactérias associadas às raízes das plantas, especialmente algumas leguminosas, que captam o nitrogênio do ar e disponibilizam para a planta, em troca recebem parte do alimento produzido pela fotossíntese, constituindo uma relação mutualística. Ainda outras espécies de bactérias e cianobactérias fazem essa fixação, pois conseguem capturar o nitrogênio atmosférico que reage com hidrogênio dando origem a molécula de amônia (NH4). A amônia produzida por esses organismos fica disponível no solo (amonificação). Também ficam no solo as moléculas de amônia provenientes da decomposição de proteínas, ácidos nucleicos e resíduos nitrogenados presentes em cadáveres e excretas.
No entanto, os vegetais não conseguem utilizar o nitrogênio através de moléculas de amônia. Dessa forma, é necessário que a amônia seja transformada em nitrato para que seja absorvida pelo vegetal. Essa transformação ocorre pelas ação de algumas espécies de bactérias presente nos solos (nitrificação). Os nitratos são absorvidos e utilizados pelas plantas na fabricação de suas proteínas e de seus ácidos nucleicos. Pela cadeia alimentar, o nitrogênio passa para o corpo dos animais onde também são utilizados para os mesmos fins.
Por fim, os nitratos não usados pelos vegetais são transformados novamente em gás nitrogênio e volta para a atmosfera completando o ciclo (desnitrificação).

domingo, 24 de junho de 2012

O que há de tão pequeno na lagoa que nossos olhos não podem enxergar?


Ao fazer esta pergunta para qualquer pessoa, as respostas mais prováveis seriam, em termos de organismos vivos, bactérias, vírus, micróbios e talvez alguém se lembre de mencionar algas e protozoários. E quando pensamos nesses microorganismos, o que imediatamente lembramos? Em doenças, não é? E logo outras questões aparecem como “de quê forma os seres vivos em geral relacionam-se positivamente e negativamente com estes organismos?” e “será que alguém depende deles para alguma coisa ou só fazem mal?”.
É possível observar muitas espécies de microrganismos adaptados aos mais diversos tipos de ambientes, como água doce, salobra, salgada, poluída ou não e vivendo no fundo ou na superfície.

Esses microrganismos compreendem as bactérias, as cianobactérias (cianofíceas ou algas azuis), os protozoários, as microalgas e os fungos unicelulares. 
  
          Todos esses seres vivos possuem tamanho minúsculo, e por isso somente podem ser vistos com detalhe ao microscópio. Mas, apesar de serem tão pequenos, eles desempenham na água de uma lagoa importantes funções ecológicas indispensáveis a esse ecossistema. 

As cianobactérias e as microalgas, por exemplo, além de produzirem o oxigênio utilizado na respiração dos seres vivos, através da fotossíntese, servem também de alimentação para animais herbívoros e onívoros. 
      Se na terra temos o boi, a capivara, o cavalo, diversos insetos e muitos outros que vivem de se alimentar de plantas, na vida microscópica da água, as microalgas e também as cianobactérias servem de alimento para uma diversidade de protozoários, pequenos crustáceos, larvas de insetos e muitos outros organismos também muito pequenos.
           Você lembra como são conhecidos os organismos capazes de produzir seu próprio alimento? Os organismos capazes de realizar fotossíntese, ou seja, produzir seu próprio alimento são conhecidos como produtores primários ou autótrofos.
Os produtores primários utilizam luz, nutrientes, gás carbônico, água e outros elementos para fabricar todas as substâncias necessárias o seu metabolismo, como carboidratos, proteínas e lipídeos. Você, que lê este texto, não consegue sozinho produzir estes compostos. Então você precisa comer arroz, feijão e pão, por exemplo, como um bom heterótrofo. Dessa forma, os produtores primários são fundamentais para a manutenção das cadeias alimentares aquáticas e terrestres de toda a biosfera.
Lembre-se de alguma cadeia alimentar que já estudou na escola, sempre se pensa no esquema: capim, coelho, raposa e decompositores. Se nossos olhos pudessem enxergar, nas lagoas e noutros corpos d’água, em um esquema parecido veríamos: microalgas, pequenos crustáceos, pequenos peixes e decompositores, por exemplo. Mas, tem muito mais que isso num ecossistema aquático!

E como ficam os decompositores neste ambiente? Os decompositores são representados pelas bactérias, fungos e alguns protozoários. Eles atuam sobre toda a matéria orgânica morta tornado novamente disponíveis os nutrientes para o ambiente, fazendo assim a reciclagem da matéria. Isso sem falar que os decompositores também servem de alimento para os pequenos animais da vida microscópica da água, aumentando as interações entre esses organismos nas cadeias alimentares.
Nessa variedade de microrganismos aquáticos também existe alguns que causam doenças sérias, principalmente em águas poluídas, e outros venenosos, como algumas cianobactérias. Tais organismos podem apresentar riscos à vida de todos os seres incluindo nós, humanos. Exemplo: acidente numa Clínica em Caruaru. Portanto, todo o cuidado é pouco, quando se tem contato com uma lagoa ou rio poluído, e se alimentar de animais, como peixes e camarões, que vivem em águas poluídas pode ser igualmente perigoso.
Por isso é tão importante que governos se empenhem em tratar a totalidade dos esgotos que hoje são jogados diretamente nas nossas lagoas, arroios e canais.
Você sabe o que a entrada acentuada de nutrientes dos esgotos causa nessas águas? Muitos nutrientes disponíveis no ambiente propiciam o crescimento descontrolado de microalgas. Logo a morte numerosa desses faz com que as bactérias e os fungos consumam grandes quantidades de oxigênio da água durante a decomposição. Dessa forma, com pouco oxigênio disponível, peixes e outros seres vivos acabam morrendo. Essa irresponsabilidade só faz degradar a qualidade ambiental e diminui a diversidade aquática drasticamente.

Populações de microrganismos aquáticos, provenientes de ambientes mais equilibrados, apresentam uma grande diversidade de espécies, cada uma com suas formas e características distintas. No entanto, a partir de agora podemos responder com mais clareza à indagação do nosso primeiro parágrafo. Não somente causam danos, mas desempenham funções ecológicas fundamentais para a manutenção dos ecossistemas em que vivem e conhecê-los é um importante passo para compreender a necessidade de preservar os ecossistemas aquáticos da nossa região, do Brasil e do mundo.

Adaptado do texto "O que há de tão pequeno na lagoa que nossos olhos não podem enxergar", 
de Danilo Giroldo, disponível no livro Ecos do Sul, 2010.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Apresentação

Olá pessoal, bem vindos ao nosso blog!

Este espaço é dedicado ao estudo da Biologia.
 
Aqui iremos compartilhar informações, imagens e curiosidades sobre aqueles seres vivos tão pequenos que nem podemos enxergar. 
Você talvez pense que eles não existam, mas pode acreditar eles existem sim! São numerosos e possuem as mais variadas formas. Estão por toda parte, inclusive em seu corpo, demonstrando que mesmo sendo tão pequenos, são super adaptados a diferentes ambientes. 
Portanto, na Biologia tamanho não é documento!

O blog foi criado pelas estudantes de Biologia Caroline Gibbon e Letiele Jardim como uma proposta pedagógica para ser utilizada no estágio supervisionado no Ensino Médio, com as turmas 301 e 305 do Colégio Estadual Lemos Jr, em Rio Grande/RS.

Turma 301 e sua professora Letiele.
Turma 305 e sua professora Caroline.